sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Acta do 1º Encontro

Aos 27 de Maio do Ano da Graça de 1989 reuniu-se em Braga o Curso de Relações Internacionais 1984/1988, para o 1º Encontro Anual, tendo estado presentes os seguintes Doutores:
José Luis Ginho
Aurea
Anita
Mila
Graça
Ana Cristina
Carneiro
Oto
Paulo
Isabel Caetano
Ausenda
Miguel
Beta
Jorge
Myléne
E as finalistas:
Teresa
Miúcha
Além do enviado especial, vindo directamente de Paris em voo TAP cm hora e meia de atraso:
Adelino
Vários destes elementos encontraram-se já no dia 26 para as primeiras horas de convívio.
Pelas 19h00 reuniram-se no Café Vianna, passando de seguida para o Brasileira, onde conviveram durante cerca de 1 hora até que os irresponsáveis retardatários Miguel, Myléne, Carneiro e Adelino se dignaram fornecer ao grupo o calor das suas presenças.
Foram comoventes as demonstrações de carinho entre todos os presentes, após meses de separação, com a esperança de que as próximas horas sejam de são e cristão convívio entre todos. De realçar que a Miucha dispensou mais atenção a uma gata que aos seus colegas.
Pelas 18h15 todos se dirigiram ao Restaurante do parque de Exposições para o tão esperado jantar. Este iniciou-se pela venda de revistas “Zoom”, leitura da lista de caloteiros em relação ao Livro de Curso e distribuição destes (livros de curso) aos que ainda não o tinham.
A passagem de uma cassete com uma mensagem enviada de Bruxelas pelo Raul e Cristina, mereceu calorosos aplausos, enquanto lá fora foguetes anónimos estalavam animadamente.
O jantar correu bem. O bacalhau estava bom e a Aurea revelou a sua personalidade injusta ao prejudicar claramente este honesto Secretário na distribuição do dito peixe. Quanto á vitela, ninguém se pronunciou.
No final foi sorteado o organizador do próximo encontro, tendo calhado a triste sina á Ausenda, com a Miguel como suplente.
Instalou-se uma acalorada discussão sobre a ideia da Beta e do Jorge de passar a organizar o encontro na terra de cada sorteado. O Jorge opinou que seria muito interessante conhecer novos lugares, enquanto a Miguel informou que em Ovar existe uma linda ria e a Beta acusou impiedosamente a Mila de não ter sido a única a organizar o jantar, perante os protestos acalorados da Aurea. No final ficou decidido que o jantar seria organizado no local que o respectivo organizador bem entendesse.
Este modesto Secretário propôs que os encontros passassem a ser semestrais, tendo a proposta sido aprovada por aclamação, com o entusiasmo geral dos presentes, enquanto a inteligência do proponente era louvada entre todos. No entanto, o aspirante Oto replicou que, sendo o encontro duas vezes por ano, levaria a um certo desinteresse e á consequente ausência de muita gente, opinião que foi secundada por muitos presentes anónimos.
Durante todo este tempo, a Myléne alimentou de sobremesa este modesto Secretário.
Pelas 21h15, após várias fotografias pelo Adelino e durante o café, ainda não se sabe quais as decisões que vão ser postas em prática. A Ausenda apelou á minha intervenção papa pôr ordem na sessão, o que vou fazer.
Após longas trocas de ideias (algumas estéreis, diga-se de passagem) ficou acordado o seguinte:
1-O próximo encontro será onde a Ausenda quiser, em colaboração com a Miguel (votação unânime).
2-O jantar será anual.
3-Se o Ginho (bom rapaz!) quiser organizar um encontro no mês de Novembro, quem quiser aceitará.
4-Apêndices continuam interditos.
O Paulo lembrou que o Mémé faz anos no dia 23, pelo que toda a assembleia entoou
Comovidamente os “Parabéns a Você”.
Os presentes enviam um grande abraço a todos os ausentes.
O jantar ficou pela incrível quantia de 1.350$00 por pessoa, o que provocou a indignação geral pelo custo de vida deste país á beira-mar plantado.
Contas feitas (a Miguel pediu uma garrafa de borla após uma conta tão grande), a organizadora dá por encerrado o jantar, com um brinde geral. A festa continuará noutros locais até de madrugada.
Seguem-se assinaturas o um Anexo da Mila, como segue:
Queridos Raúl e Crsitina,
Como Ginho me pediu, aqui estou a mandar-vos a acta do nosso jantar que correu muito bem, apesar do restaurante ter sido arranjado nesse dia de manhã. É que eu tinha marcado noutro sítio – um restaurante lá para os lados de Amares, que era de um colega nosso de Eng. De Plásticos (O Jorge marcou com ele o jantar). O sítio era giro, com muito espaço para corrermos e saltarmos e brincarmos ás escondidas, mas o que é certo é que, chegado o dia, não tivemos hipótese de fazer lá o jantar pois esse tal colega morreu (aliás suicidou-se) sem avisar primeiro, pelo que nos deixou numa situação precária, que só o meu dinamismo conseguiu resolver (?). O resto da história podem ler na acta.
Depois do jantar fomos até ao café Vianna, que é o que está a dar neste momento em Braga. Ah, depois fomos até ao “Função Pública” que é o antigo “Mordillo”, agora com um “New Look” muito vanguarda. Está muito giro, muito melhor que antes na opinião de muita gente. Braga está cada vez melhor!
Adorei a surpresa que vocês fizeram, aliás todo o pessoal adorou e ficou comovido, houve até algumas lágrimas ao canto do olho e alguns sorrisos amarelos de comoção. Só um pormenor: estávamos ainda de barriga vazia pois o Ginho não se conteve e foi logo buscar o gravador.
Foi um jantar memorável (já com bastante fama) pela maneira como o pessoal se voltou a reunir – parecia que aquele fim de semana era a continuação dos tempos de estudante e não ia acabar mais. Esta frase saiu foleira…
Agora não se esqueçam… escrevam.
Um beijo para a Daniela e muitos pá vôceis, tá?

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