segunda-feira, 14 de outubro de 2024

Encontro do 40º aniversário do inicio de tudo - Ata

No mês de Outubro do ano da graça de 1984, era Mário Soares primeiro-ministro do governo do Bloco Central, Ramalho Eanes o Presidente da República, e faltava ainda quase um ano para Portugal assinar o Tratado de Adesão à Comunidade Económica Europeia, vinte e tal rapazes e raparigas, quase ainda meninos e meninas, cheios de esperança no futuro e alegria de viver, encontraram-se no Complexo do Castelo, em Braga, para dar inicio ao seu percurso como estudantes do Curso de Relações Internacionais, ramo Cultural e Político, na Universidade do Minho. Não sabemos como terá sido com outros cursos e com outros estudantes, mas, no nosso caso, foi amor à primeira vista.

40 anos depois, conforme tínhamos decidido no encontro do ano passado, em que comemoramos 35 anos da nossa licenciatura, voltamos a encontrar-nos, para celebrarmos mais uma vez a nossa amizade, e a alegria que sentimos cada vez que estamos juntos. Fónix, até me vieram lágrimajaujolhos (como se diz com o sotaque de Braga)!!!

Para cumprir o preceito quase religioso que estes momentos já assumem, o encontro foi na Brasileira, às 19h00. Alguns tentaram destruir antecipadamente o ambiente de alegria e concórdia, com risco de levarem ao cancelamento do evento, perguntando ao organizador onde seria o encontro, a que horas e até, absurdo dos absurdos, onde seria o jantar. Este, mostrando a cepa de que é feito, não se deixou abalar, respondendo secamente à Cristina, Raúl, e Angelina, que era no Brasileira, às 19h000 e o jantar seria num restaurante. Que seja a última vez que me fazem essa pergunta pois na próxima podem correr risco de vida!

Num dia bonito de sol e temperatura primaveril, o Ginho e o Carneiro foram os primeiros a chegar, com 15 minutos de antecedência, tendo aproveitado o tempo para admirar a arquitetura do centro de Braga ainda com luz solar, já que os encontros anteriores, nos últimos anos, têm sido em novembro, quando às 19h00 já é noite fechada. A Filomena chegou logo depois, seguindo-se o Jorge e a Beta, que estranhamente ainda são um casal, a Cristina, a Miguel e a Angelina, a grande surpresa deste encontro, pois já não aparecia praí há 30 anos, e por fim o Raúl, que já nem teve tempo de se sentar, pois estava na hora de andar para o restaurante. Antes, porém, tiramos uma foto de grupo, em frente às galerias do “Castelo”, que foi a nossa base durante os 4 anos do Curso. Uma turista espanhola, tornada voluntária à força, foi a fotógrafa, no que se revelou uma escolha desastrosa pois das 2 fotos, ambas desfocadas, só se aproveitou uma e mal. Não haja dúvida que de Espanha nem bom vento, nem bom casamento, nem boas fotos. Coño!!!

Apesar de não ser essa a intenção, por coincidência, em dia de jogo da seleção de Portugal, o restaurante escolhido para o jantar, o Diana, na rua com o nome mais bonito de todas as de Braga, a rua Afonso Henriques, estava decorado com camisolas de futebolistas portugueses, sendo a que coroava a nossa mesa, exatamente a do CR7, assinada pelo próprio, pelo que o Ginho se colocou imediatamente no lugar debaixo dela, para que não restassem dúvidas de quem é o GOAT deste grupo. Ainda fomos dando uma espreitadela ao jogo que estava a dar na televisão, e que, para não destoar da chiqueza do restaurante, estava dentro de uma moldura dourada.


Curiosamente, a mesa dividiu-se em duas: do lado esquerdo todos quiseram peixe, do direito todos quiseram carne, e o Jorge, que estava numa das cabeceiras, armado em fino e especial de corrida, pediu bacalhau, que, como sabemos, não é carne nem peixe. O vinho da casa, tanto o branco como o tinto, era excelente, pelo que todos ficaram logo muito animados, já que no Brasileira, sinal dos tempos, ninguém pediu álcool, tendo as escolhas variado entre café, água, sprite e cola zero (mariquices!). A Angelina, apesar dos anos de ausência, não se mostrou inibida, tendo tentado dirigir o trabalho dos empregados de mesa e as doses recomendadas de cada prato, insistindo para que não nos trouxessem muita comida, que nos fazia mal e podia engordar, e até para que não substituíssem os pratos depois das entradas, que não era preciso, que estavam ainda limpos. Foi bem-sucedida no primeiro caso, pois no final comemos praticamente tudo o que trouxeram para a mesa, o que quer dizer que alguém pode ter ficado com fome, mas não conseguiu os seus intentos no segundo caso, pois todos tivemos direito a novos pratos lavadinhos. Na sobremesa, a unanimidade foi ainda maior, com a maioria a pedir pudim abade de priscos, o Raúl mousse de maracujá, e o Jorge a teimar em ser diferente, pedindo já nem sei o quê, que não sou obrigado a decorar tudo ao pormenor, que a minha vida não é isto e eu tenho muitas outras coisas em que pensar. A Angelina não quis sobremesa, que disse que já estava cheia e comer muito faz mal.

Durante o jantar a Angelina foi de opinião que a nossa forma de contacto, através do Facebook, não é a mais eficiente e que um grupo no WhatsApp seria muito melhor, pois é mais direto, rápido e funcional. O Ginho, que está sempre pronto a apoiar e adotar as boas ideias, tratou de imediato de criar o grupo, que entrou em funcionamento ainda durante o jantar (fica assim reposta a verdade sobre de quem foi a ideia de criar o grupo, ouviste ó Beta?!).



Depois de engonharmos o mais possível no restaurante, já que a conversa estava animadíssima, tivemos vergonha e pedimos a conta, que foi até bastante suave (também, com a pouca quantidade de comida que a Angelina fez com que nos trouxessem…). Como de costume, quisemos ir para algum lado terminar a noite a beber uns copos, mas, também como de costume, ninguém sabia onde, pois já não temos idade para conhecer a night bracarense. Depois de cirandarmos um bocado pela zona da Sé, de boca aberta com a movida atual, lá conseguimos encontrar um bar com espaço suficiente no interior, pois as esplanadas estavam todas cheias. Entre cerveja, gin, licor beirão e chazinho, a conversa continuou animada, com a Filomena a dar-nos a sua morada, com a informação de que em casa também tinha chá, algum vinho, e bolo de chocolate congelado. Tentamos várias vezes que ela fosse à frente para pôr o bolo a descongelar, que nós iriamos lá ter de seguida, mas como ela não se mexeu do sítio, tivemos que acabar a noite onde estávamos, até que a Angelina decidiu que estava na hora de ir para a cama, pois estar a pé até muito tarde faz mal à saúde. Nos 15 ou 20 minutos seguintes todos nos fomos levantando e assim terminou mais um fabuloso encontro.





Quando saímos, caía uma chuva miudinha (não tenho a certeza se não tinha já parado, mas esta frase fica muito gira), e as lágrimas de felicidade e emoção que nos faziam brilhar os olhos deixavam a certeza que, 40 anos depois, o brilho é o mesmo, só que agora ou já não vemos bem ao perto, ou nem ao perto nem ao longe. De resto, estamos iguais!!!


quarta-feira, 8 de novembro de 2023

35º aniversário - Ata

 


- Afinal onde é o encontro?!

- Ó cum caraças!!! Mas vós estaindes a brincar comigo?!!! Há 35 anos que nos encontramos e ainda num sabendes que o encontro é SEMPRE no Brasileira às 19h00?!!!! A bontade que tinha era de bos dar masé duas bolachadas que bós até ficabas logo a saber onde era o Largo do Paço!!!!!!!!!

- Mas olha que um ano o encontro foi no Vianna, que o Brasileira estava fechado por ordem da ASAE - diz a Anita com a sua vozinha de menina.

- Balha-me Santa Ingrácia. Tu num sabes que num há regra sem excepçom?!!! Se não andasses praí a cantar asneiras enquanto abanas o rabo com fio dental!! Espera, não és tu, é a outra Anita! Bom, bamos masé acabar com esta conversa que já me estou a enervar!!! E mais a mais, quem escreve isto sou eu, por isso a história acaba como eu quiser!

Todos concordaram comigo, pedindo humildemente perdão por me terem incomodado com parvoíces. E siga a história.

Antes das 19h00 já o Ginho e o Carneiro estavam a chegar ao Brasileira, para dar de caras com o Adelino e a Miguel, que chegavam no sentido oposto. Beijos, abraços, lágrimas nos olhos, etc. e tal. Entremos que a chuva não dá tréguas. A Anita chega de seguida, logo depois é a vez da Filomena. Mais beijos, abraços, lágrimas nos olhos, etc. e tal. Agora é a vez do Jorge e Beta. Por fim a Cristina. Beijos, abraços, lágrimas nos olhos, etc. e tal, emoção à flor da pele, alegria sincera pelo reencontro, amizade pura no seu esplendor! Agora é que estou a ficar mesmo com lágrimas nos olhos, mas talvez sejam alergias. Logo tenho que tomar um antiestamínico. Pôr a conversa em dia, resumos dos últimos 5 anos, apreciações genéricas, estamos na mesma, nem parece que passaram 5 anos, a conversa flui tão naturalmente que até parece que estivemos juntos ontem. O Ginho diz à empregada que a conhece de algum lado mas esta nega peremptoriamente que seja escuteira, o que o leva a desconfiar de ação secreta dos governos para o confundir e iniciar algum processo avançado de demência, com o intuito de o impedir de chegar a Presidente Nacional da Fraternidade de Nuno Álvares. Há que ter cuidado que eles estão a ouvir tudo!!!


- Bom, afinal onde é o jantar?!

- Cum grande carago, bós hoje tiraste o dia pra pegar cumigo?!! Atão onde é que habia de ser?! É num restaurante!!!! E mais, nunca lá fui nem sei onde é, foi-me sugerido por pessoa conhecida. Se não prestar a culpa não é minha! Chama-se Centurium, e pelo nome deve ser comida romana. Só espero que tenha pizza Capriciosa.

- Eu conheço o Centurium, diz a Cristina. É mesmo aqui pertinho na Avenida Central e é muito bom. Vinde atrás de mim que vos levo lá.

- Eu num bos disse que era um restaurante bom?!! Podeis sempre confiar nas minhas escolhas. A Capriciosa debe ser magnífica!

Afinal o Centurium é mesmo um restaurante chique, com muita pinta e ambiente agradável. Cozinha portuguesa (no geral), com uns toques gourmet. Depois de sossegarmos a filha da Filomena, que andava desesperada à procura da mãe, que, fruto da emoção de nos rever, nem ouvia o telemóvel tocar, tendo-lhe enviado uma foto para provar que a mãe estava connosco, viva e de boa saúde, passamos ao jantar propriamente dito. Entradas muito boas, para a maioria bacalhau à Braga (que em Guimarães se chama de cebolada ou recheado, que na cidade-berço certos nomes não se pronunciam), carne para o Carneiro (pensava que os Carneiros eram vegetarianos, lol) e risotto não sei de quê para o Adelino e Beta, que estava salgado, o que é bem feito, que ninguém os mandou comer comidas estrangeiras, ainda por cima um arroz melado, num restaurante tipicamente português, começando pelo nome. E bom vinho branco e tinto e até também água (lol). Conversa boa, e depois de criticarmos o uso excessivo dos telemóveis, toca a usar os nossos para mostrar fotos dos filhos, nossos e dos outros (até da filha do Raúl), também uma foto do Jorge e da Beta no seu primeiro baile de gala, no que foi um momento particularmente embaraçoso, relembrar encontros antigos e os tempos passados, e dizer um bocado mal dos ausentes, como é nosso apanágio. Disse o Jorge que se hoje está onde está, isso deve-se a nós o termos eleito delegado de turma no primeiro ano. Ora, considerando que ele hoje está sentado à mesa de um restaurante, se calhar mais valia nós não o termos eleito. As sobremesas tinham toques artísticos e nunca comi um pudim abade de priscos dentro de uma tigela de massa de bolacha, ou lá o que raio era, e que deu mais trabalho a comer do que valia! Na próxima quero sem tigela!

Após olharmos para a cara desesperada da empregada, fartinha de nos aturar, resolvemos ir embora, depois de pagar a dolorosa, que fez jus ao restaurante: preço para estrangeiros e avecs reformados ou quase lá. 

E toca de acabar a noite no Café Vianna, que era perto, já que continuava a chover, e só fechava às duas da matina. O espaço já está um bocado decadente e aceita grupos numerosos de casais com filhos a correr aos gritos por entre as mesas e a partir copos à uma da manhã. Já não há educação como a que demos aos nosso filhos antigamente! Mas mesmo assim bebemos mais um copo, quase até à hora do fecho, e foi tão bom que decidimos que o próximo encontro será para o ano, lá para final de outubro, para comemorar o 40º aniversário de quando nos conhecemos e tudo começou: outubro de 1984!!!! 

E, o encontro será às 19h00 no Brasileira, e o jantar é num restaurante, oubistes ó murcões?!!!

terça-feira, 6 de novembro de 2018

30º aniversário - Ata


No dia 3 de Novembro de 2018 reuniu-se a turma de RI 84-88 para o encontro do 30º aniversário Aaaaaaaarghhhhhhhhhhhhhhh!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Fogo, já nem consigo escrever todos os pontos de exclamação! Se calhar é tendinite, ou artrose ou virose ou cirrose, ou... Alzheimer!!! Nãaaaaaaooooooo!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Ok, já chega de me armar em parvo. Sim, são 30 anos e depois? Sim, continuamos a querer estar juntos 30 anos depois de terminado o curso e isso é bom, não é? E quem é que está velho? Olhando para todos os que acabam de chegar, ninguém. São 19h00 e o Paulo, o Raúl, o Jorge, a Beta e a Isabel, que vão ficar todos no hotel, já passaram pelo Brasileira mas deram um saltinho ao Castelo, no lado do edifício que não funcionava como nossa escola e onde estava uma exposição não sei de quê, que eles não explicaram. O Ginho e o Carneiro chegaram ao Brasileira com o bater do sino e a Fátima já estava à porta. Chegam os 5 já mencionados. Beijos, abraços, demonstrações de alegria. A Myléne, que também vai ficar no hotel mas se perdeu dos outros, a Miguel, o Adelino, a Cristina e a Anita. Não sei se foi por esta ordem mas também não interessa pois foi quase tudo ao mesmo tempo.Mais beijos, mais abraços, mais demonstrações efusivas de alegria. E chega a Miucha. Só falta uma, que chega atrasada: é a Teresa! Quem é que se surpreende? Chega atrasada mas chega e isso é o mais importante. Primeiras impressões: está tudo com bom aspeto, ninguém está gordo, barrigudo, trôpego ou claramente velho, mas o Paulo está nitidamente mais alto!!! Ele bem pode negar mas todos confirmam a impressão. O Raúl afirma que é pelo menos 10 cms e o Ginho concorda. Sim, é verdade que é estranho, é verdade que não é normal, é verdade que tal nunca se viu, mas que é, é. Começam as desconfianças. Será mesmo ele? E se é alguém por ele? E se é um extraterrestre que tomou o corpo do Paulo e está cá para nos raptar? Mas quando o Paulo começa a falar, com aquele tipo de frases, respostas e "filetes" que só ele sabe dizer, ficamos descansados. É mesmo o Paulo! Nenhum extraterrestre conseguiria falar como o Paulo! Ninguém fala como o Paulo! Só o Paulo, por isso tem de ser o Paulo! 10 cms mais alto mas é o Paulo! Mas que é estranho comó raio, lá isso é!

O Ginho informou que o Zá, a Mila e a Angelina,  responderam aos contactos e todos justificaram, com muita pena, a impossibilidade de estar presentes, tendo enviado saudades, beijos e abraços. Os outros informaram o Ginho que o Sérgio também tinha mandado uma mensagem do mesmo teor. Depois das primeiras impressões e de terminarmos as bebidas decidimos sair para tirar uma foto de grupo em frente ao Castelo. O Adelino tentou sem sucesso pagar o cálice de Porto que tomou e saiu convencido que tinha bebido sem pagar, o que seria um justo castigo para o palerma do garção, que não teve modos, até descobrir que foi o Jorge que pagou a conta. Obrigado Jorge, és grande! Não tão grande como o Paulo, mas mesmo assim grande. Depois das primeiras 20 fotos de grupo tiradas por um transeunte anónimo, o Jorge sugeriu que tentássemos reproduzir no Largo do Paço a nossa foto da Queima das Fitas, que dá imagem ao nosso grupo do Feicebuque. Disse ele que até sabia o local exato onde tiramos a foto. Bora lá. Chegados, percebemos imediatamente que estava enganado pois ele achava que tinha sido por baixo das colunas no lado esquerdo da praça, mas tinha sido à frente da porta principal. Afinal não és assim tão grande, ó Jorge. Lá se pôs toda a gente mais ou menos nas posições da foto original, com os que estavam ausentes no dia da Queima de 1988 a ocupar os lugares dos que estão ausentes neste dia de 2018. A Beta, que na foto original estava em frente de todos, agachada e de lado, tentou reproduzir a pose, mas como 30 anos a mais nas pessoas sempre fazem algum efeito, ficou numa pose mesmo esquisita, parecendo uma anã, nas palavras da Miucha, mas que na verdade mais parecia mas é a pose de alguém quando vai ao monte fazer uma coisa que ninguém pode fazer por cada um de nós. Mas mesmo assim a foto ficou bonita.

E agora, ala para o Vila Galé Hotel, para a janta, escolhida, organizada e reservada pelo Paulo. Até estávamos com medo! O hotel é no antigo hospital, está muito bonito e com um nível do caraças! E aí ficamos ainda com mais medo! Entramos na sala de jantar e todos respiraram de alívio. Era a sala mais bonita, mais acolhedora e mais reconfortante que se podia imaginar, com as paredes cobertas por quadros com o Castelo de Guimarães e D. Afonso Henriques! Quem é que pode ter medo num sítio destes? Quem não se sente no Céu? Quem poderia imaginar que em Braga pudesse haver um cantinho do Paraíso?! E ainda há quem diga mal desta linda cidade! Primeiro contratempo: foram colocadas duas mesas redondas em vez de só uma mesa para todos. Diz o Paulo que se fosse só uma mesa era mais difícil conversarmos. Está certo! Assim, em duas mesas é fácil, principalmente para os que ficam de costas uns para os outros!!! Mas tudo bem, podia ser pior! (ficarmos em salas diferentes, por exemplo). O jantar esteve ótimo, com um bacalhau muito bom como prato principal.. As conversas decorreram animadas mas em tons completamente diferentes. Numa das mesas foi só assuntos sérios: políticas de emigração, refugiados, comunicação social, etc. Pareciam parvos! Na outra, foi só temas giros e alegres: os professores que nos aturaram, as cenas mais cómicas, o nosso brilhante blog, o nosso livro de atas, etc e onde soubemos também que a Teresa afinal é psicóloga. Adivinhem em que mesa ficou este pobre e honesto secretário?

Findo o jantar, fizemos uma pequena mas sentida homenagem à nossa querida Ausenda, que nos deixou este ano. A sua alegria contagiante faz-nos muita falta mas ficará sempre como a grande força da nossa amizade.

Depois de andarmos de maço para cabaço a tentar pagar a conta, que afinal nem foi assim tão cara, que teve que ser paga individualmente e gerou filas infindáveis, fomos até ao bar do hotel. Pelo caminho o Ginho quis ser simpático e abordou o Raul e a "outra pessoa" que ele trouxe e entretanto se juntou a nós, com a bonita frase: "Ça va Sabine?" "Esta não é a Sabine, pá" responde o Raúl. "Chama-se Olga e é russa"!! Bem!!! Eu tenho lá culpa que a Sabine tenha estado cá há já 10 anos, o Raúl não tenha informado ninguém da mudança e ainda por cima se ter especializado em mulheres de leste, com pernas até ao cu e corte de cabelo no mesmo estilo?!!! Um gajo não pode acertar sempre, não é? Adiante.

Ficamos no bar em amena cavaqueira, recordando pela milésima vez as nossas viagens a São Martinho do Porto, à Figueira e a Viana e onde estávamos no 25 de Abril, até que o empregado nos pôs na rua, o que é uma maneira de dizer, pois graças à influência dos ilustres hóspedes que pernoitavam no hotel, fomos terminar a noite numa confortável sala de estar, onde demos azo à nossa satisfação, até os primeiros começarem a cabecear e decidirmos pôr um ponto final neste evento memorável, sem antes se decidir que o Paulo vai organizar um encontro extra-oficial para o ano no Algarve. Força aí Paulo!

Foi maravilhoso, não foi? Por vós não sei mas eu adorei. Gosto mesmo muito de vocês todos seus tolinhos (e tolinhas, que se a Rita Ferro Rodrigues ou a Fernanda Câncio lerem este blog estou frito!) 

Ausenda

A tua alegria contagiante permanecerá como a força da nossa amizade.


quinta-feira, 14 de novembro de 2013

It's a boy! I mean... it's 2 boys!


A Myléne informa que a noticia veiculada pela imprensa cor de rosa, de que estaria grávida de duas meninas, não é correta. Na verdade, está grávida sim, mas de 2 MATULÕES! Estes encontram-se bem, em plena fase de desenvolvimento na barriguinha quentinha da mamã.

Myléne Marques diz ainda que o Ginho, além de ser um dos homens mais charmosos do planeta, é também um amigo verdadeiro pelo que, se veiculou uma notícia falsa, terá sido induzido em erro na fonte, afirmando que por isso não o responsabiliza pelo sucedido, aproveitando para lhe agradecer publicamente a atenção demonstrada.  Fica assim esclarecido este mal entendido.

25º aniversário

Bodas de prata! 25 anos e a amizade continua. E a Isabel sempre fresca e inteligente!

5 anos depois voltamos ao Brasileira, que é afinal uma das nossas "casas". Renovado mas mantendo toda a traça original, foi um local muito acolhedor.Por incrível que pareça, a Ausenda não foi a primeira a chegar. Desta vez foi a Beta e o filho, o Diogo. Logo de seguida apareceu a nossa Isabelinha, a rapariga mais justa e com mais capacidade de análise de toda a História das Relações Internacionais! O Ginho, a Fátima, a Filomena, o Carneiro e o Jorge que afinal estava na esplanada com um amigo e ainda não tinha percebido que estávamos lá dentro, o Adelino e o filho Clement e finalmente a Miguel, foram chegando mais ou menos por esta ordem. O Raúl iria ter diretamente ao restaurante.





Durante a hora que estivemos no Brasileira aproveitamos para pôr alguma conversa em dia, enquanto o Diogo e o Clement encontravam de imediato interesses comuns no computador e nos jogos dos respetivos telemóveis.

A Isabel ia já revelando a cada frase proferida a sua inigualável capacidade de análise. Cada sentença sua era escutada com respeito e admiração por todos os presentes.

À hora marcada, segundo o programa da Filomena, a procissão saiu, com "início no Largo Barão de S. Martinho, passando depois o percurso pedestre pela rua do Souto, largo do Paço, rua D. Diogo de Sousa, Arco da Porta Nova, Campo das Hortas.

- 20h15 - fogo de artifício de boas vindas com "majorettes"

- 20h20 - aperitivos minhotos do Alexandre."



 que foi o restaurante escolhido. Pelo caminho a Isabel foi tecendo comentários a diverssíssimos assuntos, revelando todo o seu ecletismo intelectual e inteligência superior.

Já no restaurante, chegou o Raúl, saudado por todos.


O Ginho revelou que a Myléne não pôde vir por estar grávida de gémeas, esclarecendo que não tinha nada a ver com o assunto. A Filomena lembrou que quando jantamos no S. Frutuoso engravidou, pelo que todas juraram nunca mais ir jantar a esse restaurante. A Anita também não pôde estar porque como teria que vir para Fafe no fim de semana seguinte, seria inconstitucional vir também neste.O Raul e a Fátima fartaram-se de trocar informações e opiniões sobre os assuntos da Comissão Europeia em Bruxelas e no Luxemburgo embora nos tivessem decepcionado porque não revelaram nenhum segredo escabroso, excepto o facto de já terem partilhado a mesma chefe, o que nos pareceu bastante imoral.

O Carneiro revelou que a Miúcha o bloqueou no facebook, o que não abona nada a favor da integridade moral do Carneiro.

Entre polvo à lagareiro, papas de sarrabulho, rojões, cabrito, uma garrafa de Monte Velho branco para o Ginho e a Miguel e uma garrafa de Esteva tinto para os outros todos, lá se foi passando a noite.





Com um projetor e power point, tivemos uma homenagem à nossa querida Áurea, que foi recordada por todos com saudade e emoção. O wi-fi ainda deu para visitar este nosso blog e recordar alguns dos momentos mais divertidos da nossa História.

Quando o pessoal do restaurante já não aguentava mais ver-nos à frente, lá aceitamos ir embora.


Uma foto de conjunto foi tirada à porta, seguindo depois o grupo, um pouco mais reduzido, já que o Adelino, o Jorge e a Beta tiveram que levar os moços prá cama, em direção à Sé, o local mais in da movida bracarense atual. Tentamos entrar na Catedral para rezar um bocado mas estava fechada. Assim, fomos prá casa de chá. E era mesmo uma casa de chá! Tinha chá comó caraças, de todos os tipos feitios e cores! O Ginho ficou logo mal disposto e pediu um fino para desenjoar. O Carneiro teve vergonha e seguiu-lhe o exemplo. Mas o diabo dos finos foram tão difíceis de conseguir como se tivéssemos pedido um cházinho na tasca do Quim Conas, em Guimarães. O Raúl manteve-se no chá, o que fez o Ginho tossir nervosamente por várias vezes. É que juntando isto a várias frase soltas durante a noite, o Raúl começa a ter um je ne sais quoi de esquisito!

Bem, mas o ponto alto da noite aconteceu mesmo no caminho para a casa de chá. Ao passarmos por um grupo de casais que revelavam ter uma idade próxima da nossa, a Isabel, de forma perfeitamente genial, virando-se para os homens do nosso grupo, emitiu a seguinte frase que se tornará sem dúvida um paradigma de inteligência e um dogma de bom gosto: "É pá, tenho que reconhecer que vocês estão muito mais bem conservados que aqueles fulanos. Pelo menos não têm bigode!"

Ganda Isabel! Obrigado por seres quem és! Se tivéssemos mais como tu, este país não tinha chegado onde chegou!

Viva RI 84/88! Até ás bodas de ouro!

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Aúrea


O teu riso lindo fará sempre parte de nós.