terça-feira, 6 de novembro de 2018

30º aniversário - Ata


No dia 3 de Novembro de 2018 reuniu-se a turma de RI 84-88 para o encontro do 30º aniversário Aaaaaaaarghhhhhhhhhhhhhhh!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Fogo, já nem consigo escrever todos os pontos de exclamação! Se calhar é tendinite, ou artrose ou virose ou cirrose, ou... Alzheimer!!! Nãaaaaaaooooooo!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Ok, já chega de me armar em parvo. Sim, são 30 anos e depois? Sim, continuamos a querer estar juntos 30 anos depois de terminado o curso e isso é bom, não é? E quem é que está velho? Olhando para todos os que acabam de chegar, ninguém. São 19h00 e o Paulo, o Raúl, o Jorge, a Beta e a Isabel, que vão ficar todos no hotel, já passaram pelo Brasileira mas deram um saltinho ao Castelo, no lado do edifício que não funcionava como nossa escola e onde estava uma exposição não sei de quê, que eles não explicaram. O Ginho e o Carneiro chegaram ao Brasileira com o bater do sino e a Fátima já estava à porta. Chegam os 5 já mencionados. Beijos, abraços, demonstrações de alegria. A Myléne, que também vai ficar no hotel mas se perdeu dos outros, a Miguel, o Adelino, a Cristina e a Anita. Não sei se foi por esta ordem mas também não interessa pois foi quase tudo ao mesmo tempo.Mais beijos, mais abraços, mais demonstrações efusivas de alegria. E chega a Miucha. Só falta uma, que chega atrasada: é a Teresa! Quem é que se surpreende? Chega atrasada mas chega e isso é o mais importante. Primeiras impressões: está tudo com bom aspeto, ninguém está gordo, barrigudo, trôpego ou claramente velho, mas o Paulo está nitidamente mais alto!!! Ele bem pode negar mas todos confirmam a impressão. O Raúl afirma que é pelo menos 10 cms e o Ginho concorda. Sim, é verdade que é estranho, é verdade que não é normal, é verdade que tal nunca se viu, mas que é, é. Começam as desconfianças. Será mesmo ele? E se é alguém por ele? E se é um extraterrestre que tomou o corpo do Paulo e está cá para nos raptar? Mas quando o Paulo começa a falar, com aquele tipo de frases, respostas e "filetes" que só ele sabe dizer, ficamos descansados. É mesmo o Paulo! Nenhum extraterrestre conseguiria falar como o Paulo! Ninguém fala como o Paulo! Só o Paulo, por isso tem de ser o Paulo! 10 cms mais alto mas é o Paulo! Mas que é estranho comó raio, lá isso é!

O Ginho informou que o Zá, a Mila e a Angelina,  responderam aos contactos e todos justificaram, com muita pena, a impossibilidade de estar presentes, tendo enviado saudades, beijos e abraços. Os outros informaram o Ginho que o Sérgio também tinha mandado uma mensagem do mesmo teor. Depois das primeiras impressões e de terminarmos as bebidas decidimos sair para tirar uma foto de grupo em frente ao Castelo. O Adelino tentou sem sucesso pagar o cálice de Porto que tomou e saiu convencido que tinha bebido sem pagar, o que seria um justo castigo para o palerma do garção, que não teve modos, até descobrir que foi o Jorge que pagou a conta. Obrigado Jorge, és grande! Não tão grande como o Paulo, mas mesmo assim grande. Depois das primeiras 20 fotos de grupo tiradas por um transeunte anónimo, o Jorge sugeriu que tentássemos reproduzir no Largo do Paço a nossa foto da Queima das Fitas, que dá imagem ao nosso grupo do Feicebuque. Disse ele que até sabia o local exato onde tiramos a foto. Bora lá. Chegados, percebemos imediatamente que estava enganado pois ele achava que tinha sido por baixo das colunas no lado esquerdo da praça, mas tinha sido à frente da porta principal. Afinal não és assim tão grande, ó Jorge. Lá se pôs toda a gente mais ou menos nas posições da foto original, com os que estavam ausentes no dia da Queima de 1988 a ocupar os lugares dos que estão ausentes neste dia de 2018. A Beta, que na foto original estava em frente de todos, agachada e de lado, tentou reproduzir a pose, mas como 30 anos a mais nas pessoas sempre fazem algum efeito, ficou numa pose mesmo esquisita, parecendo uma anã, nas palavras da Miucha, mas que na verdade mais parecia mas é a pose de alguém quando vai ao monte fazer uma coisa que ninguém pode fazer por cada um de nós. Mas mesmo assim a foto ficou bonita.

E agora, ala para o Vila Galé Hotel, para a janta, escolhida, organizada e reservada pelo Paulo. Até estávamos com medo! O hotel é no antigo hospital, está muito bonito e com um nível do caraças! E aí ficamos ainda com mais medo! Entramos na sala de jantar e todos respiraram de alívio. Era a sala mais bonita, mais acolhedora e mais reconfortante que se podia imaginar, com as paredes cobertas por quadros com o Castelo de Guimarães e D. Afonso Henriques! Quem é que pode ter medo num sítio destes? Quem não se sente no Céu? Quem poderia imaginar que em Braga pudesse haver um cantinho do Paraíso?! E ainda há quem diga mal desta linda cidade! Primeiro contratempo: foram colocadas duas mesas redondas em vez de só uma mesa para todos. Diz o Paulo que se fosse só uma mesa era mais difícil conversarmos. Está certo! Assim, em duas mesas é fácil, principalmente para os que ficam de costas uns para os outros!!! Mas tudo bem, podia ser pior! (ficarmos em salas diferentes, por exemplo). O jantar esteve ótimo, com um bacalhau muito bom como prato principal.. As conversas decorreram animadas mas em tons completamente diferentes. Numa das mesas foi só assuntos sérios: políticas de emigração, refugiados, comunicação social, etc. Pareciam parvos! Na outra, foi só temas giros e alegres: os professores que nos aturaram, as cenas mais cómicas, o nosso brilhante blog, o nosso livro de atas, etc e onde soubemos também que a Teresa afinal é psicóloga. Adivinhem em que mesa ficou este pobre e honesto secretário?

Findo o jantar, fizemos uma pequena mas sentida homenagem à nossa querida Ausenda, que nos deixou este ano. A sua alegria contagiante faz-nos muita falta mas ficará sempre como a grande força da nossa amizade.

Depois de andarmos de maço para cabaço a tentar pagar a conta, que afinal nem foi assim tão cara, que teve que ser paga individualmente e gerou filas infindáveis, fomos até ao bar do hotel. Pelo caminho o Ginho quis ser simpático e abordou o Raul e a "outra pessoa" que ele trouxe e entretanto se juntou a nós, com a bonita frase: "Ça va Sabine?" "Esta não é a Sabine, pá" responde o Raúl. "Chama-se Olga e é russa"!! Bem!!! Eu tenho lá culpa que a Sabine tenha estado cá há já 10 anos, o Raúl não tenha informado ninguém da mudança e ainda por cima se ter especializado em mulheres de leste, com pernas até ao cu e corte de cabelo no mesmo estilo?!!! Um gajo não pode acertar sempre, não é? Adiante.

Ficamos no bar em amena cavaqueira, recordando pela milésima vez as nossas viagens a São Martinho do Porto, à Figueira e a Viana e onde estávamos no 25 de Abril, até que o empregado nos pôs na rua, o que é uma maneira de dizer, pois graças à influência dos ilustres hóspedes que pernoitavam no hotel, fomos terminar a noite numa confortável sala de estar, onde demos azo à nossa satisfação, até os primeiros começarem a cabecear e decidirmos pôr um ponto final neste evento memorável, sem antes se decidir que o Paulo vai organizar um encontro extra-oficial para o ano no Algarve. Força aí Paulo!

Foi maravilhoso, não foi? Por vós não sei mas eu adorei. Gosto mesmo muito de vocês todos seus tolinhos (e tolinhas, que se a Rita Ferro Rodrigues ou a Fernanda Câncio lerem este blog estou frito!) 

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