quinta-feira, 27 de novembro de 2008

ACTA Nº 3

Em 1 de Junho de 1991, ano da segunda visita papal, realizou-se o 3º encontro anual destes insistentes combatentes da liberdade. Dia da criança, que data mais própria poderíamos ter escolhido para nos reunirmos? Um belo pôr-do-sol acompanhou os primeiros instantes da reunião no restaurante, segunda etapa do Encontro. Isto quer dizer que houve uma primeira etapa, como nas voltas aos países em bicicleta, que nesses casos se chama prólogo e é normalmente um contra-relógio. Neste caso não o foi (contra-relógio) mas o habitual encontro no Brasileira. Os presentes foram os seguintes:
Anita (parece que tem a franja diferente)
Paulo (com o cabelo espetado por gel)
Miguel (que cortou o cabelo)
Isabel (á primeira vista está na mesma)
Ausenda (muito distinta e recente promovida a assistente de gestor de clientes na Companhia de Seguros Bonança)
Carneiro (mais magro)
Teresa (nova doutora e de cabelo mais comprido)
Angelina (Aleluia, aleluia, aleluia!)
Luis (idem, idem, idem!)
Lolita (Idem aspas, idem aspas, idem aspas!)
Aurea (não sei o que tem de novo porque a tenho visto muitas vezes)
Ginho (cada vez mais atraente e bem parecido)
A Filomena veio ao Brasileira mas não foi para o Restaurante (grávida, graças a Deus).
Distribuíram-se os postais do Raul e Cristina.
Das piadas estúpidas da noite, destacam-se a intervenção da Aurea ao meu pedido de palitos, com um ar cândido, perguntando: porquê, não tens? (que piada estúpida!). Mais brilhante foi a intervenção do Mémé, dizendo que eu fui o único a pedir palitos porque os outros já estavam servidos (que piada brilhante!)
A escolha das sobremesas foi o momento de maior discrepância de opiniões, porque de resto todos estiveram de acordo em aplaudir o tratado de paz em Angola, que pôs fim a uma guerra fratricida entre irmãos da mesma cor, durante uma camada de anos. A Aurea pediu explicações detalhadas sobre a sobremesa, o que levou o empregado a apelar ao gerente uma intervenção directa na questão, que foi resolvida a contento.
Antes do sorteio do próximo organizador, instalou-se nova discussão sobre onde seria o próximo jantar. Já ninguém se lembrava das decisões que tinham sido tomadas nos anos anteriores, o que demonstra o cansaço mental em que se encontram estes doutores, já afectados pela dureza da vida moderna. A leitura da Acta do 1º Encontro pôs ordem na mesa, lembrando que os encontros seriam sempre onde o organizador quisesse.
A Angelina foi sorteada como a próxima organizadora, com a Aurea como suplente.
Eu e a Ausenda recordamos as noites escaldantes de Viana do Castelo, em que ela me perseguia constantemente para eu lhe fazer nódoas negras.
A Isabel, Ausenda e Paulo recordaram o episódio das viagens das camas ás duas da manhã, do quarto do Paulo para outro lado que eu não percebi.
A Angelina acompanhou-me no brandy, enquanto a Ausenda louvava em voz alta as qualidades dos preservativos.
Uma intervenção do Paulo levou a conversa aos cumes da badalhoquice, com a consequente censura deste Secretário, que se recusa a escrever imoralidades!
A Ausenda atirou-se aos pés do Paulo pedindo um cigarro, enquanto a Aurea se queixava de lhe terem ido ao olho.
Foi aprovado por aclamação um voto de censura a todos aqueles que deram a entender que vinham e não apareceram: Graça Borges, Daniela e Filomena (que saiu antes do fim). Reprova-se também os colegas que faltaram sem justificação.
Este humilde Secretário louva ainda a boa disposição dos presentes, que o superaram em piadas geniais, o que não é normal.
Por fim, a Aurea pediu os 3 ao Paulo, o que este recusou, perante a indignação deste humilde Secretário, que nunca recusaria uma proposta semelhante.
O restaurante foi o “Bem-me-quer” e a Lolita esteve presente o ano passado. Quem quiser entender que entenda.
A Taberna Inglesa foi o poiso seguinte. A conversa continuou animada e discutiram-se temas profundos com a Isabel a descrever as qualidades intelectuais dos dirigentes do Inesc e outros que tais. A conversa atingiu tamanha seriedade que alguns dos presentes se desfizeram em lágrimas, embora houvesse quem sugerisse que esse fenómeno físico se devesse ao fumo e efeito de uma ventoinha colocada directamente sobre a nossa mesa.
Mudamos então para um novo local de culto do underground bracarense, por sugestão de um seu digno representante: a Teresa. O bar chama-se “Honisoit” mas não paramos lá muito tempo devido á falta de ar.
O Indústria foi, para não variar, o hospedeiro final até ás tantas da manhã.

Sem comentários: